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  • Foto do escritorLudmilla Maia

Bicorporeidade


Um tema importante e pouco explorado no meio Espírita é o da bicorporeidade. Seja pelo inusitado, seja pela pouca vivência e conhecimento que se tem a respeito, seja pela incredulidade que o tema desperta. Fato é, que apesar da afirmação do Codificador e da instrução dos Espíritos, falar sobre este assunto é navegar em mares pouco conhecidos.

Para Allan Kardec, a bicorporeidade seria um fenômeno não mediúnico, mas apenas uma capacidade anímica, onde a pessoa teria a capacidade de aparecer em dois lugares ao mesmo tempo. Segundo ele, o corpo perispiritual, envoltório semimaterial dos agentes inteligentes do mundo invisível, de um ser encarnado, poderia se deslocar no espaço e se materializar em outro lugar, manifestando a vontade do Espírito, devido ao perispírito ir aonde o pensamento se direcionar.

De acordo com tal princípio, o períspirito, em função de sua força fluídica, poderia manter o corpo com sua atividade normal, e devido à divisão do princípio inteligente, seria possível uma irradiação capaz de animar os dois seres e de lhes dar uma espécie de ubiquidade, criando a possibilidade de um desdobramento desses corpos.

Embora essa ideia, de um ser encarnado se duplicar em corpo, seja ainda difícil de ser entendida e aceita na sua plenitude, acredita-se que o Espírito fora do seu envoltório material possa expandir-se, irradiar-se, e estar onde o pensamento o levar, da mesma forma que é capaz de plasmar formas, inclusive do próprio corpo, assumindo identidades diferentes.

Muitos relatos têm surgido ao longo do tempo nos fazendo pensar mais amiúde sobre o tema, como o caso de Santo Antônio de Pádua, dentre outros, que estava pregando na Itália, quando seu pai, em Lisboa, ia ser supliciado, sob a acusação de haver cometido um assassinato. No momento da execução, Santo Antônio aparece no julgamento e inocenta o acusado.

Outros relatos impressionantes da própria pessoa ver o seu corpo duplicado são narrados por Kardec em Obras Póstumas: "O secretário de governo de Triptis, em Weimar, indo à chancelaria para ali procurar um pacote de autos dos quais tinha grande necessidade, lá se viu já sentado na sua cadeira habitual, tendo os autos diante de si. Ele se assusta, volta para sua casa, e envia a sua criada com a ordem de pegar os autos que encontraria em seu lugar de costume. Esta para lá foi, e vê igualmente seu senhor sentado na sua cadeira."


"Becker, professor de matemática em Rostok, tinha amigos em sua casa, à mesa. Uma controvérsia teológica se levantou entre eles. Becker vai à sua biblioteca procurar uma obra que deveria decidir a questão, e ali se vê sentado no seu lugar habitual. Olhando por cima da espádua de sua outra pessoa, percebe que esta lhe mostra a passagem seguinte na Bíblia aberta: " Arruma a tua casa, porque deves morrer." Retorna para os seus amigos que se esforçam em vão para lhe demonstrar a loucura de ligar a menor importância a essa visão. – Ele morreu no dia seguinte."


"Hoppack, autor da obra: Materiais para o estudo da psicologia, disse que o abade Steinmetz, tendo pessoas em sua casa, em seu quarto, se viu ao mesmo tempo em seu jardim, em seu lugar favorito. Mostrando-se primeiro ele mesmo o dedo, depois seu semelhante, disse: – Eis Steinmetz, o mortal, aquele acolá é imortal." (Obras Póstumas, Homens Duplos, aparições de Pessoas Vivas, Allan Kardec).

Estes relatos e essas reais possibilidades são fantásticas! Nós podemos muito mais do que acreditamos, porém, utilizamos muito pouco as nossas capacidades. Como bem aponta Kardec, isso não é um privilégio de uns e sim uma capacidade de todos. Porém, quanto mais apegados à matéria e quanto menos conscientes, menos usamos os recursos que nos são disponíveis. A nossa crença interna limitada, não nos permite projetarmos conscientemente fora do corpo e muito menos usamos a nossa vontade e intenção vivenciando coisas fora do padrão que conhecemos.


Somos capazes de aceitar que é possível, através de um computador, enviarmos mensagens instantâneas para qualquer lugar no Planeta ou até mesmo fora dele. Entendemos que podemos fazer uma conferência com inúmeras pessoas ao mesmo tempo em lugares longínquos. Podemos inclusive acreditar que seja possível a existência de uma impressora 3D, que cria na realidade um modelo do que está sendo impresso, como recentemente aconteceu quando um carro foi fabricado utilizando este tipo de ferramenta. Mas não aceitamos a possibilidade de que podemos, através do nosso equipamento chamado mente, criar realidades diferentes e estarmos em mais de um lugar ao mesmo tempo.


Muitas vezes me pergunto: se Kardec estivesse encarnado neste momento, com todo esse desenvolvimento tecnológico, de pensamentos, ideias e conceitos quânticos, estaria ele limitado a pensar restritivamente? Acredito que não. Ele, com sua inteligência e curiosidade, certamente estaria a construir ideias ainda mais revolucionárias do que aquelas que ele criou em sua época.


Muito ainda temos que aprender e mudar. Principalmente no que diz respeito às nossas próprias potencialidades. Precisamos sair do eixo do fantástico, do místico e do espetacular e reconhecer o nosso real potencial. “Cristo já nos dizia: vós sois Deuses e capazes de fazer tudo o que faço”. Mas ainda preferimos, como crianças, não ocupar o lugar de adultos, capazes e com potencialidades múltiplas. Quando alguém, de certa forma se permite a isso, é visto como extraordinário e superpoderoso.


Nós podemos muito. Podemos nos deslocar no tempo e no espaço, podemos criar e viver em outras realidades, mundos paralelos, de forma consciente. Podemos acessar vidas simultâneas onde plasmamos corpos diferentes para vivenciarmos experiências em tempos e realidades diferentes. Isso nos ensina os Pleiadianos, seres que habitam um conjunto de estrelas e que estão aqui neste momento para nos ajudar a despertar. Despertamento em relação à nossa própria capacidade criativa e à nossa real capacidade enquanto ser, muito maior e mais complexa do que podemos perceber com os nossos cinco sentidos.


Precisamos acordar para isso. Ainda não temos clareza e consciência de tudo que podemos fazer, ver e sentir nos planos energéticos mais sutis. Somos seres que ainda vivemos na primitividade, negligenciando e desconsiderando os seres da criação, próximos a nós, que dependem de nós e de nossa proteção. Continuamos priorizando apenas os prazeres da carne e estamos deixando de explorar todo o potencial que temos. Levamos uma vida sem responsabilidades com o Planeta que nos abriga, como se ele não fizesse parte de nós. Como se houvesse o fora e o dentro. Esta dualidade é relativa à terceira dimensão.


Somos capazes de acabar com a guerra, com a fome e com a miséria. Capazes de criar uma realidade harmoniosa dentro e fora de nós. Podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo, de forma consciente. Para isso só precisamos acordar e nos permitir viver em estados mais puros. Com isso, seremos capazes de viver a quarta dimensão neste mundo de terceira. Bem-vindos ao novo tempo!!!



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